Marilia Alves fotografia

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Parque Güell

Gaudí foi uma das minhas primeiras paixões arquitetônicas. Não foi amor a primeira vista porque achei que fosse louco e que suas construções eram impossíveis de funcionar e a minha tendência natural é de seguir regras e as regras arquitetônicas de início de faculdade são bem tradicionais e quadradonas. Depois da estranheza inicial, me apaixonei por suas formas e a falta de qualquer lógica óbvia (sendo que tudo tem uma lógica estrutural! Pasmem!).

O Parque Güell me foi tão estarrecedor que tenho poucas fotos, mas as poucas que fiz mostram todo o meu amor por seus detalhes e seus músicos (eles estavam por toda parte!)

Esse parque é exemplo máximo do modernismo catalão (que não tem NADA a ver com o modernismo brasileiro). A ambição modernista não era limitada a renovação estética da época, era expressão do desejo de modernização e ressurreição cultural catalã.

Güell foi uma das primeiras pessoas a enxergar o valor da arquitetura de Gaudí e já o havia contratado para vários outros projetos antes do parque, em 1900.  Gaudí respeitou a vegetação original da propriedade, optando por integrá-la com plantas mediterrâneas que não requerem muita água para sobreviver e desenhou vários sistemas coletores e de armazenamento de água para manutenção dessas.

O plano original era que fosse um assentamento residencial, mas as condições de venda, a falta de transporte e o caráter exclusivo do empreendimento o tornou inviável, tendo sido interditado após a construção de apenas 2 das 60 residências programadas. O park, como era chamado, se tornou então um grande jardim privativo, ocasionalmente utilizado para eventos públicos. Eventualmente, se tornou um parque público e declarado como Patrimônio da Humanidade, pela Unesco, em 1984.

Espaço para contemplar, ouvir música e tomar sol.

Aberto de 8h a 18h30, no inverno, e até às 21h30, no verão.

Entrada geral 8 euros, na hora, e 7 euros, online.

Telefones: +34 934 091 831

Email: parkguell@bsmsa.cat